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Sodom – Obsessed by Cruelty (1986)

Obsessed+by+Cruelty

 

Sodom foi a banda que me fez ter contato com o Thrash Metal alemão, tenho ótimas lembranças relacionadas a essa incrível banda. Falando nisso, me lembro que acreditava que In The Sign of Evil (o famoso e lendário EP, diga-se de passagem) tinha sido lançado após o primeiro álbum da banda. Isso porque jamais imaginaria que Obsessed by Cruelty poderia sair após o que foi feito em In The Sign of Evil. Calma, eu explico: normalmente as bandas buscam evoluir tecnicamente, a cada lançamento, suas qualificações sonoras, e desse modo construí uma pequena suposição de que In The Sign of Evil era limpo demais para ser lançado antes do Obsessed by Cruelty. Obsessed by Cruelty tem cara de sujeira; é um assassino que toma banho de sangue e vai dormir assim. Só que a surpresa veio com o tempo, a velha questão de “mais cedo ou mais tarde” (poderia ter sido mais cedo, mas como sou mané deixa para lá): Obsessed by Cruelty veio depois, obviamente.

A coisa aqui é linda, uma porradaria linda. Se a própria sonoridade do Sodom não deixa espaço para ouvidos de manteiga, em Obsessed by Cruelty encontramos o ápice desse conceito. O álbum é Black Metal, verdade seja dita. É um Black Metal da primeira onda, algo que por si só garante a ele características de Thrash e de Death Metal. Continuar lendo

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Mutilator – Immortal Force (1987)

Mutilator-ImmortalForce

Para quem acha que a década de 80 para a música resumiu-se a todo aquele Pop-rock farofa (como o Air Supply, por exemplo), engana-se. Se por um lado tivemos um extremo senso de inocência, por outro tivemos um extremo senso de brutalidade extrema, saída de rebeldes mentes adolescentes (que perpetuaram-se como o modo de vida headbanger de ser), capaz de mandar muitos adultos para a saia de suas mães. Falo do Metal, claro.

Não dá para simplesmente resumir a tudo como simplesmente “Thrash Metal”, “Death Metal” ou “Black Metal”; foi tudo ganhando força ao mesmo tempo, com claras semelhanças entre si e paridos do cruzamento de um mesmo “casal” – ou uma orgia de gêneros. Isso rodou o mundo. Teve o seu destaque na Bay Area (Megadeth, Exodus, Metallica etc), no Canadá (Razor, Exciter etc), na Alemanha (Sodom, Kreator, Destruction etc) e, por que não, no Brasil (em Belo Horizonte, sobretudo)? Sim, no Brasil. A nossa cena – em se tratando de Heavy Metal – foi muito forte e não resumiu-se ao Sepultura. Tivemos grupos de grande potencial, alguns até hoje considerados cults pelo mundo todo (como o Sarcófago, um dos pioneiros do Black Metal); e um desses grupos de bastante potencial foi o Mutilator, que até hoje consegue gozar de uma posição Cult entre os apreciadores do gênero.

Immortal Force (1987), o primeiro álbum do grupo, é o grande clássico da banda. Podemos captar aqui, muito além de toda uma licença para a liberdade criativa dentro da música (mandando técnicas mais elaboradas às favas), a marca da época. É um álbum pesado, realmente brutal, que discute questões políticas – envolvendo principalmente a religião. E feito para chocar a sociedade, claro: é só notar na arte da capa, com um discreto “666” inserido, por exemplo.

O mais interessante é todo esse clima underground, sujo, que envolve o disco. Apresenta bons riffs e um ritmo que realmente seduz os apreciadores do gênero, além de vocais cavernosos.

É realmente uma pena o fato de que o Sepultura tenha fechado as portas para os seus conterrâneos, aproveitando com egoísmo as graças do sucesso mundial. Seria, no mínimo, algo interessante de observar algo além do Sepultura representando o Brasil pelo mundo Headbanger.

Existe um remaster de Immortal Force pela importante Cogumelo Records. Baixem, ouçam e comprem; é um importante item na coleção de qualquer um.

Victor Ramos

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