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Mercyful Fate – Don’t Break the Oath (1984)

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Provavelmente o álbum mais superestimado de toda a história do Metal. Don’t Break The Oath, do Mercyful Fate (banda da “lenda” King Diamond), é um pé no saco.

O destaque do álbum é a voz de King Diamond, fazendo diversas alternâncias ao longo da execução. Ok, Ok, existem muitas coisas boas aqui. Canções realmente criativas, antológicas, e com um vocalista de muito talento que muda facilmente do que parece ser um falsete para outras tonalidades – de grunhidos a gritos. Mas como o destaque são os vocais (não que isso seja um demérito [é só notar na carreira de Ronnie James Dio], mas no caso do Diamond é algo totalmente diferente), o que recebemos de presente do disco é um senso performático muito entediante. É como se o disco fosse uma reunião ininterrupta das loucuras vocais de alguém.

A impressão que dá é que o Diamond não está querendo dar emoção às suas faixas, mas sim mostrar ao mundo o quão louco ele pode ser como vocalista; simples assim. Um versátil apreciador da boa música provavelmente jamais irá ouvir um álbum para presenciar uma simples massagem de ego por parte de seu frontman; o que ele espera é a música e as várias emoções que ela despertará em seu ouvinte. O problema de Don’t Break The Oath é que, após muita caminhada, não se sabe exatamente o tipo de emoção desejada em relação ao som executado, apesar da carga significativa das letras.

É fato que este disco influenciou vários artistas do gênero; mas muitos destes conseguiram lapidar (assim criando algo mais palpável e interessante) o aprendizado que receberam aqui – como podemos reparar no debut da banda Ghost, o Opus Eponymous.

A banda foi praticamente uma banda de apoio do King Diamond – ou seja, praticamente um trabalho solo seu.

Victor Ramos

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