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Metallica – Death Magnetic (2008)

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Muitos passaram a odiar a trabalho do Metallica a partir do Black Álbum, e por pura besteira. Ou imaturidade, melhor falando. A massa de fãs extremistas que a banda conquistou a longo do início de sua carreira são soube aceitar os diversos experimentalismos que foram se destacando com a evolução sonora; o que recebemos daí são dois trabalhos injustiçados, os álbuns Load e Reload. Vale inserir St. Anger nesse pacote de experimentalismos, ainda que seja um disco de qualidade bastante duvidosa.

E então, cinco anos após o último álbum, o Metallica lança o Death Magnetic, apresentando a imagem de certo resgate das raízes da banda. Mas não há resgate algum, bem como não há evolução alguma. O que o grupo vinha fazendo na década de 90 (principalmente) poderia ser levado como indício de um futuro definitivo; parecia mais como uma espécie de estudos sonoros, ao invés de álbuns definitivos do Metallica. Com a chegada de Death Magnetic, a primeira pergunta que me veio à mente foi: “Esse foi o resultado de toda aquela busca em Load, Reload e St. Anger?”

Death Magnetic soa cansado, deslocado dentro de sua própria proposta; um disco que parece ter sido criado no improviso, sem inspiração inicial e que foi arriscando uma inspiração improvisada. Como resultado de todo esse “risk” (com o perdão do trocadilho), o que recebemos é um disco bastante irregular – de respeito, sim, mas irregular -, e o exemplo mais claro disso é a faixa instrumental “Suicide & Redemption”, que possui mais de nove minutos e, ao longo de sua longa duração, não encontra explicações para a sua existência.

Mas Death Magnetic tem coisas boas, como “The Day That Never Comes”; porém, num todo soa como se a banda estivesse estagnada e não tivesse saído de sua fase de “aprendizado”. Um disco que não revela futuro algum; apenas um passado pouco produtivo dentro de si próprio.

Além, claro, de um James Hetfiel mais técnico e com pouco carisma. Aliás, Hetfield nunca teve uma grande voz; ele soou bem para o gênero ao qual pertence com aquela voz agressiva e rasgada dos anos 80. Ok, sei que ele modificou o seu método de canto para não prejudicar a sua voz; mas isso, para um ouvinte, não funciona como uma desculpa para o resultado final sem carisma e totalmente incompatível com a sua faceta.

Victor Ramos

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