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Anthrax – Among The Living (1987)

Anthrax-Among_The_Living-Frontal

 

Antes mesmo de ter maior contando com o Thrash Metal puro dos primórdios do Metallica, que foi a primeira banda do gênero que escutei, acabei ouvindo a uma banda nada modesta que era o grupo Anthrax com o trabalho State of Euphoria de 1988, principalmente pela faixa Antisocial, nunca indo além na banda, numa noite agradável assistia a minha pessoa ao programa “That Metal Show” no qual o álbum foi citado como o melhor trabalho da banda e um dos melhores do Trash Metal e minha curiosidade foi imensa.

Anthrax consideradas como uma das fundadoras da vibe Thrash Metal, lançou em 1984 Fistful of Metal com pequenos traços do que aquela nova sonoridade estava a se propor, mas com os vocais mais agudos de Neil Turbin toda aquela sonoridade ainda parecia algo como Judas Priest e de certa forma o gênero ainda não possuía forma definida e tudo soava ainda algo como o Speed Metal; em 85 vieram com Spreading the Disease com uma bateria que rasgava seus ouvidos e riff mais pesados e com tempos espaçados, o distanciamento do Speed era claro e ouvível emplacando de cara com Madhouse como um sucesso absoluto! o Trash Metal mostrava a face nua crua pelas primeiras vezes trazido pela entrada de Joey Belladona (Será que é parente da atriz pornô?). “É importante também citar que em Spreading The Disease as letras típicas que viriam a fazer parte do Thrash americano começaram a se intensificar com relação ao álbum anterior”

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Mutilator – Immortal Force (1987)

Mutilator-ImmortalForce

Para quem acha que a década de 80 para a música resumiu-se a todo aquele Pop-rock farofa (como o Air Supply, por exemplo), engana-se. Se por um lado tivemos um extremo senso de inocência, por outro tivemos um extremo senso de brutalidade extrema, saída de rebeldes mentes adolescentes (que perpetuaram-se como o modo de vida headbanger de ser), capaz de mandar muitos adultos para a saia de suas mães. Falo do Metal, claro.

Não dá para simplesmente resumir a tudo como simplesmente “Thrash Metal”, “Death Metal” ou “Black Metal”; foi tudo ganhando força ao mesmo tempo, com claras semelhanças entre si e paridos do cruzamento de um mesmo “casal” – ou uma orgia de gêneros. Isso rodou o mundo. Teve o seu destaque na Bay Area (Megadeth, Exodus, Metallica etc), no Canadá (Razor, Exciter etc), na Alemanha (Sodom, Kreator, Destruction etc) e, por que não, no Brasil (em Belo Horizonte, sobretudo)? Sim, no Brasil. A nossa cena – em se tratando de Heavy Metal – foi muito forte e não resumiu-se ao Sepultura. Tivemos grupos de grande potencial, alguns até hoje considerados cults pelo mundo todo (como o Sarcófago, um dos pioneiros do Black Metal); e um desses grupos de bastante potencial foi o Mutilator, que até hoje consegue gozar de uma posição Cult entre os apreciadores do gênero.

Immortal Force (1987), o primeiro álbum do grupo, é o grande clássico da banda. Podemos captar aqui, muito além de toda uma licença para a liberdade criativa dentro da música (mandando técnicas mais elaboradas às favas), a marca da época. É um álbum pesado, realmente brutal, que discute questões políticas – envolvendo principalmente a religião. E feito para chocar a sociedade, claro: é só notar na arte da capa, com um discreto “666” inserido, por exemplo.

O mais interessante é todo esse clima underground, sujo, que envolve o disco. Apresenta bons riffs e um ritmo que realmente seduz os apreciadores do gênero, além de vocais cavernosos.

É realmente uma pena o fato de que o Sepultura tenha fechado as portas para os seus conterrâneos, aproveitando com egoísmo as graças do sucesso mundial. Seria, no mínimo, algo interessante de observar algo além do Sepultura representando o Brasil pelo mundo Headbanger.

Existe um remaster de Immortal Force pela importante Cogumelo Records. Baixem, ouçam e comprem; é um importante item na coleção de qualquer um.

Victor Ramos

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