Lorde – Pure Heroine (2013)

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“É um álbum pra ser apreciado com o tempo” (ou não) – L. F. Alves.

Enfim, falar sobre Lorde quando expressar minhas diversas controvérsias a música que ela faz pode ser uma tarefa um tanto quanto subjetiva demais, contudo, posso não ser o único a partilhar dessa opinião, mas tentando focar nos moldes específicos de qualidade musical para depois passar para a análise individual vou trazer aqui o melhor possível de uma nova visão para esse trabalho e se não, reforçar alguns pontos, vamos lá.

Entendendo as referências talvez fique mais claro o que se é tentado obter na produção de um disco, claro, influências não são sempre pontos de partida para compreender qualquer se seja a música, afinal cada produção tem sua própria identidade, ou ao menos é assim que deveria soar (e se você não entende a importância de influências, pare de ler isso imediatamente, vá para o inferno, aprenda alguma coisa com o satanás e se ele permitir, retorne); no inicio de carreira a artista fazia cover de Pixie Lott e Kings of Leon mostrando um tendenciamento ao pop e indie [pop] sendo este último uma área musical muito abrangente para trazer aqui características específicas dele (considerando que você leitor consigo distinguir algumas de suas peculiaridades) por isso com sua permissão irei prosseguir, adquirindo sua própria musicalidade ao momento que evoluía nas técnicas vocais ela começou a escrever algumas canções até chegar em uma “massa informe” do que seria ainda o Pure Heroine, até seu lançamento, um trabalho completo(?).

Falando em termo puramente técnicos, Lorde tem sim qualidade, o problema (?) [virtude para alguns] ocorre na construção de seu álbum, ele se inicia com Tennis Court que é uma música insossa, não demonstra real potencial o que não alavanca o álbum para a próxima faixa, 400 Lux começa bem e vai decaindo por de delongar demais, erro cometido também em Royals, que apesar de iniciar um alavancamento atrapalha o mesmo quando não mantém a espiritualidade e até ai, o que para alguns é bastante visível, para este que vos fala, que não vê (porra alguma) separação real entre as músicas, ou seja, falta caracterização e vai tornando o álbum não só repetitivo mas também cansativo; aqui então começa a festa porque Ribs de fato tem potencial e a partir dela esse potencial é continuado até Glory and Gore quando teria tudo para passar do estado de potência para ato mas se perde completamente; em outras palavras se pudéssemos colocar o álbum em gráfico o inicio baixo com Tennis Court sofre uma elevação em Ribs e volta a cair em Still Sane, essa falta de sustentação é o que mais prejudica o álbum como um todo.

O que poderia ser terrível acaba se tornando um pouco positivo do aspecto individual de cada música, sozinha elas adquirem mais força do que juntas, o que na voz deste que lhes transmite isso é uma falha, se um artista não consegue sustentar suas composições de maneira sólida em um disco. Mas que não pode ser extremado também de forma alguma, não retirarei os créditos que a compositora possui; talvez em um futuro trabalho esses erros sejam corrigidos mas até o presente momento Pure Heroine apresenta um erro estrutural que enfraquece sua força mas não de todo sua qualidade, ainda assim não é um álbum que me agrada muito, mas sua sonoridade é agradável e funciona melhor com outros, saber qual dos dois você será, apenas escutando.

By Luis Felipe

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