Judas Priest – Redeemer of Souls (2014)

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Metal como só os clássicos são feitos, é como se resume o novo trabalho da banda que é obrigatório no currículo de qualquer apreciador do bom Heavy Metal e suas vertentes. Desde 2008 estamos a espera de novas músicas desde que anunciado em 2011 que elas começavam a surgir…afinal quando a banda lançou Nostradamus a situação ficou um pouco desconfortável já que o mesmo dividiu um pouco a opinião dos fãs, a pressão sobre Redeemer of Souls era grande e as expectativas de quem esperava coisa boa com certeza foi alcançada.

Bom poderia passar aqui algum tempo falando da minha experiencia pessoal que foi escutar esse álbum, o que seria uma analise muito mais sentimental do que técnica, então vamos falar de qualidade musical, para aqueles que acompanham sabem que um dos guitarristas fundadores da banda o K.K. Downing havia saído da banda em 2011 sendo substituído por Richie Faulkner, sendo K.K. um importante musico e compositor na história do Judas sua saída poderia ser causa de rebaixamento desse trabalho, mas quem disse que um fundador a menos é motivo pra não se fazer música boa, a competência na composição das canções desse foram totais e falando em partes mais técnicas, mesmo após todos esses anos a voz de Rob Halford ainda produz um poderoso metal, e apesar de em algum momento parecer estar sendo algum recurso de apoio para que ele possa sustentar melhor, tudo se encaixa na proposta musical final e acaba se tornando um complexo esquema de elevação que enquadrou-se bem a sonoridade aqui em Redeemer of Souls, bateria e baixo também cumprem bem seus papeis, e cada um tem sua faixa de importância e a entrada do novo guitarrista também se mostrou uma escolha firme.

Passada a questão técnica posso agora tratar de minhas considerações de gosto e pensamentos, bom a primeira vez que se escuta esse disco, na minha experiencia no caso, é como receber uma injeção do velho Heavy Metal e tudo aquilo correr direto de seus ouvidos aos seu cérebro e ao fim de toda a experiencia estar em overdose, não é uma sonoridade tão apressada ou “pesada” quanto talvez um Painkiller, mas o metal que esse trabalho apresenta é de certa forma escalonado, mas sendo seu ápice ele mesmo o tempo todo, a mistura de músicas mais rápidas com outras mais “leves” e até baladas trouxe um toque especial a este, cada uma está onde deveria estar e uma conferida na versão de luxo vale a pena que aumenta ainda mais a vibe, em palavras finais é um álbum pra quem realmente curte o Judas das antigas, ou o novo, pra quem curte o bom e novo velho heavy metal; e daqui a 30 anos com certeza vamos estar querendo sua versão de aniversário.

(Sempre recomendamos que se faça a compra do material físico ou digital oficial, ajude sua banda)

 

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2 Comentários

Arquivado em Resenha

2 Respostas para “Judas Priest – Redeemer of Souls (2014)

  1. Victor Ramos

    Achei fraco esse, não curti.

  2. Porque cara? esse ai pra mim representou o que o “13” (Black Sabbath) tentou ser ao voltar os olhos/ouvidos para o passado.

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