Baden Powell – Os Afro-sambas (1966-1990)

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O violonista brasileiro Baden Powell como é conhecido artisticamente é reconhecido na sua orla musical, a aclamada pelos então “veteranos” deste pais, a MPB de Ouro, característica da época de repressão a música do período de regime militar no Brasil. Agora, vem então vossas pessoas se perguntarem porque alguém como eu fui acabar me encontrando a escutar Baden Powell e sua MPB quando minha, digamos,”especialidade musical” se encontra principalmente no folk/power metal, bom, para aqueles que me conhecem sabem que me identifico com as diversas formas de paganismo recebendo um título simbólico de místico, Os Afro-sambas é um álbum repleto de uma expressão mítica e mística em sua musicalidade da umbanda e o candomblé expressões religiosas cuja minha pessoa apresenta certo interesse, dado essa explicação espero que possam então entender melhor minha particularidade a obra deste gênio nacional.

Para não causar estranhamento demais vou então fazer uma (infeliz?) comparação com o álbum da banda nacional Sepultura, Roots, que assim como este trabalho o qual estou a redigir este texto foi um divisor de águas, Roots apresentou características da música nato-brasileira, o que não agradou todos os fãs do grupo (eu sendo um desses), Os afro-sambas introduziu em sua época características a sua sonoridade que dividiram o terreno da música popular brasileira, a fusão nesse momento criou um trabalho maravilhoso que unindo instrumentos do samba-de-roda além de toques de berimbau tipicamente Bahianos, já que de lá os autores desse disco tiraram inspiração para esse experimentalismo, trouxe um ritual musical de qualidade quase inexpressiva.

Não poderia então diminuir (mas sim aumentar) a participação de Vinicius de Moraes que junto com Powell é tão autor desta obra quanto o violonista já que escrevera e cantara as faixas do disco, a parceira renderia mais tarde outros trabalhos, mas, diga-se de minha parte, nenhum deles produzira tais pérolas como aqui, cada música tem sua própria expressividade, algumas com uma agressividade de uma roda de capoeiras efervescente  outras com tons ritualísticos únicos e dançantes, cada música deste álbum é tão particular como um conjunto de maneira a fazer com que o conjunto geral seja uma linda desordem com pequenas ordens em cada desordenação, pode parecer paradoxal, mas é só afro-samba.

Sem me delongar demais, é com certeza uma obra-prima da música nacional, e quem aprecia o gênero ou mesmo por curiosidade querer escutar deixo link para a obra completa, aproveitem:

(Primeira versão de 1966)

(Versão regravada de 1990)

 

Por Luis Felipe

 

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