Summoning – Dol Guldur (1996)

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Lançado em 1996, Dol Guldur terceiro álbum da banda Summoning apresenta já uma estrutura básica que vinha sendo trazido desde os trabalhos anteriores do grupo, estes sendo o Lugburz e o Minas Morgul; seguindo a tradição novamente o tema principal são as obras de Tolkien neste retratados de maneira até mais cuidadosa, colocaria eu em tais palavras; bem, para começar  a falar então de Dol Guldur, eu diria que é um disco épico!

Bom para falar de Summonig eu poderia ter escolhido qualquer outro álbum, inclusive os dois primeiros, mas minha escolha para com este tem seu propósito, pois dou muito mérito ao mesmo, em Lugburz ou mesmo Minas Morgul vê que as faixas são de duração médias sendo que chegavam ao máximo dos 8 minutos, no seu terceiro trabalho o bando fez um álbum mais completo e um trabalho de carinho, quando possuímos agora 4 músicas de 10 minutos seguidas, ou seja são 40 minutos incríveis em metade das faixas do disco; sem desmerecer as outras 4 faixas de igual beleza, como por exemplo a faixa de introdução, afinal, a primeira canção é aquela que abre as portas para a chegada das restantes, um bom inicio é a estrutura certa para algo como isto se manter sólido e aqui temos exatamente este quesito.

Juntar a experiencia dos integrantes da banda em seus projetos pessoais foi de grande importância para a evolução da banda até o estágio de produção desse trabalho, ora Richard Lederer com Die Verbannten Kinder Evas (WTF), ora Michael Gregor com Abigor, sendo está última grande influência no trabalho do mesmo no Summoning, então recomendo que escute ambas para apreciação melhor desse trabalho.

É um álbum poderoso no próprio cerne da palavra, ao viajar por vales sombrios e escuras masmorras de Angaband até a beleza de uma “Elfstone” ou uma cidade monumental como Kôr (Tirion) e é aqui que comento sobre sua musicalidade, a junção dos elementos componentes do Dark Ambient mais a crueldade do Black Metal que acabam por trazer o então conhecido Epic/Atmosmepheric Black Metal, fazem uma perfeita harmonia no inarmonioso (Black Metal como símbolo da anti-boa produção); as entranhas de Morgoth se misturam ás Silmarils o que forma um som tão belo quanto tenebroso, uma jornada de fato épica escutar entre as canções e os intervalos “calmos” que são atingidos pela brutalidade do gutural rasgante. É um álbum principalmente imersivo graças a essa sonoridade tão destonante mas ao mesmo tempo ambivalente.

Para um breve momento de elucidação imagine uma mistura de Hvis Lyset Tar Oss (Burzum) com Hlidskjalf (Burzum), algo assim definitivamente não produz um resultado ruim, para minhas considerações finais posso deixar que Dol Guldur é um manifesto, se não o principal, da fantasia sombria na música, muito além de um clássico, como coloquei no início da resenha, um épico de valores provavelmente inigualáveis; a obra-prima máxima do Summoning e quem sabe até do gênero. (Ao menos para minha pessoa)

Confira o álbum na integra:

 

Por Luis Felipe

 

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