The Underground Resistance e os novos tempos na Noruega!

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“Antes de começar, abra uma cerveja, acenda um cigarro, ligue um black metal ou coloque um dark ambient e encare esse [mais ou menos] extenso artigo” – Luis Felipe (vulgo Magnus Merlinus ou Dargor)

Para quem é um bom apreciador do Black Metal a banda Darkthrone é um nome se não importante, ao menos reconhecível a qualquer um que curte o gênero e aquele que acompanha os caras desde “Soulside Jounery” tem conhecimento das mudanças de sonoridade através dos álbuns.

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Em 92′ a banda lançava o provável álbum mais importante do estilo na cena da Noruega e no mundo, estou falando é claro do A Blaze in the Northern Sky que já inicia dando arrepio na espinha de qualquer um, o álbum apresenta uma sonoridade fria típica do clima da “Norway”, o álbum é cruel e imoral em sentidos profundos e Kathaarian Life Code é com certeza a melhor abertura do gênero dentre todos o álbuns até hoje lançados e afirmo isso (com receio de errar por pouco) mas confiante, checa ai…

E então começa uma era de musicas extremamente sombrias e agressivas, com excelentes álbuns como “Under A Funeral Moon”  e “Transilvanian Hunger” em 95′ a banda lança o então “Panzerfaust” com uma música simplesmente incrível com a letra escrito pelo próprio Varg que é a famosa:

Então é possível entender bem o ponto da banda e sua sonoridade marcante, que está bem acentuada nesta canção, uma das quais eu enquadro na categorias Lullaby for Lucifer! que são as melhores do Black Metal com certeza, checa ai…

Desde então Nocturnal Culto e Fenriz seguiram com uma linha de trabalho voltada para o “Metal Extremo”, em meados de 96 lançam um excelente trabalho com suas obras ainda na fase do Death Metal que é o Goatlord e avançam com excelentes albuns até em 2004 lançar o então darradeiro, enfim o ultimo com a sonoridade verdadeiramente Black Metal que foi o Sardonic Wrath

A partir de seu próximo album “The Cult Is Alive” tudo estaria diferente, mas antes de continuar quero puxar sua memoria para um documentario de 2009, sim o “Until The Light Take Us” com a magistral aparição de Fenriz para uma entrevista

Perceba quando ele se analisa, musicalmente, e percebe uma evolução na sua musica do que ele fazia em A Blaze In The Northern Sky para o que ele fazia naquele momento, algo como o Crust Punk dos albuns como F.O.A.D e Dark Throne and Black Flags logo após ele, e segundo suas próprias palavras, até aquele momento o que ele fazia era acariciar a cabeça do fã e agora ele seguia por um caminho diferente.

Neste momento eu gostaria de fazer uma pausa na analise do Darkthrone e olharmos um pouco para outras bandas, e agora eu pegaria como exemplo o Burzum, a banda icônica criada por Varg fazia um som realmente destrutivo isso perceptível logo em seus primeiros álbuns com musicas brutais como War e Den Onde Kysten, mas desde a prisão de seu até então único integrante a sonoridade da banda sofreu uma (mais que leve) alteração, o autor altamente versátil (tanto em questões ideológicas/filosóficas quanto instrumental/musicalmente) receia estar seguindo um “Disagreeable Way” muda quase que completamente a identidade da banda quando lança

Burzum Daudi Baldrs

Hliðskjálf

Ambos durante o período de prisão, seus únicos trabalhos encarcerado, por parte devido a restrição a certos equipamentos e por outro por opção pessoal do musico, até que a pouco tempo atrás ele assumiu a nova sonoridade da banda, o Dark Ambient; o próprio Immortal nos seus últimos álbuns tiveram um pegada bastante Trash Metal, o meu ponto aqui é simples, após essa viagem toda por essas obras é que chega-se a uma conclusão (ao menos para mim) clara de que os ares da Noruega mudaram de direção, norte, sul, leste, oeste não são mais as direções vigentes, talvez não esteja tão restrito ao país nortenho mas ao menos ao gênero do black metal, que é acima de tudo um dos mais (Se não o mais) versátil do Metal

Após essa breve reflexão voltemos ao Darkthrone, em 2013 a banda lança mais um álbum, esperando algo parecido com o que estava escutando nos trabalhos anteriores fui ouvir (Sem a menor noção do que se tratava a nova obra ou noticia do que poderia ser) algo como um “dark black crust punk”  e a surpresa foi mais que agradável, The Underground Resistance é o 15º álbum de estúdio da banda (sem contar com o Goatlord) e o MELHOR dos caras.

darkthrone underground resistance halifaxcollect.net

TUR, mistura Thrash Metal, Doom Metal, Heavy e Speed em um único trabalho inspirado pelos próprios deuses, quando Darkthrone abandona a zona de conforto dos fãs do velho (e maravilhoso) “Classic” Black Metal, e fez uma “dança das cadeiras” através dos estilos no Metal, eles inovaram com uma sonoridade empolgante, todas as músicas deste não deixam a peteca cair durante a audição, é um álbum nada enjoativo (como alguns álbuns do Black por ai…) que consegue pegar algo dos primórdios do Black sem ser totalmente voltado ao Death,um Heavy “alá” Manillia Road; um Viking Metal estilo Bathory mas ainda sim nunca visto antes; não há mais adjetivos para cobrir de elogios este, simplesmente escutem e para finalizar essa reflexão no metal norueguês posso dizer que julgando a “dança das cadeiras” acabou gerando um resultado positivo (Não que estava sendo ruim, mas acostumar-se com a nova sonoridade da banda que saiu de repente do black e fez um som como o que fez foi ousado, uma jogada de mestre) que foi este… (Meu primeiro artigo do que espero serem muitos e fiquem com The Underground Resistance).

Luis Felipe

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